15/11/2008

O quartel da discórdia


Alcanena: Fernanda Asseiceira questiona mudança de táctica na questão do quartel da GNR

Fernanda Asseiceira, vereadora do PS na Câmara Municipal de Alcanena, quer saber em que ponto se encontra o processo do quartel da GNR no concelho. Depois de em Outubro de 2007 terem sido inscritas verbas em PIDDAC para a construção de raiz de um quartel e depois de, enquanto deputada à Assembleia da República (função que acumula com a de vereadora) ter intercedido junto do Ministério da Administração Interna para saber qual o andamento do processo, Fernanda Asseiceira ficou surpreendida com as declarações de Luís Azevedo, presidente da Câmara Municipal de Alcanena na reunião de 27 de Outubro deste ano, na qual a vereadora esteve ausente.

Ao que parece, segundo Azevedo anunciou nessa reunião, a construção de raiz de um quartel para a força policial do concelho não é agora a melhor solução. Em requerimento dirigido ao autarca, a vereadora de Alcanena lamenta : ”O senhor presidente repete, apenas agora, altura em que todos deviam estar unidos neste processo, pois não tive conhecimento de declarações idênticas nos anteriores 9 anos, que tem uma alternativa «melhor e mais barata», defendendo a aquisição e recuperação da casa da D. Maria Lucília Moita”.

Perante este reviravolta no processo, requer Fernanda Asseiceira, enquanto eleita pelo povo do concelho, saber qual o valor da aquisição dessa casa, que compromisso existe com os proprietários do imóvel em questão, a quem caberá a aquisição (Estado ou Câmara) e qual o orçamento previsto, entre outras questões.

Luís Azevedo não esteve presente na reunião de Câmara de segunda-feira, 10 de Novembro, na qual a vereadora levantou a questão e coube ao vice-presidente Eduardo Camacho, dirigir a reunião. O autarca adiantou que Luís Azevedo iria reunir ainda durante esta semana com o Ministério da Administração Interna e relegou a resposta ao requerimento da vereadora da oposição para o presidente.

Fernanda Asseiceira lembrou que sem as informações solicitadas não poderá formar uma opinião e lamentou que perante um assunto de interesse para todo o concelho, não esteja a vereação unida e não fosse a oposição informada das alterações ao processo.
Inês Vidal no JORNAL TORREJANO



COMENTÁRIO:
O braço-de-ferro continua e a novela não vai ficar por aqui.
O Presidente Azevedo quer o quartel da GNR, bem juntinho aos Paços do Concelho, e diz que tem uma solução "melhor e mais barata". Depois de ter indicado a compra do terreno do actual posto da GNR, agora apontou baterias para a casa D. Maria Lucília Moita.

O local é bastante central, o edifício é bonito e tem valor estético, e estou certo que, com uma boa intervenção arquitectónica de preservação patrimonial, conjugada com muitas obras de adaptação do imóvel, este edifício poderia dar um bom quartel e, até com uma certa opulência.

Mas será esta uma solução "melhor e mais barata"?
Duvido muito. Na maioria dos casos, os trabalhos de readaptação de edifícios a novas funcionalidaes têm valores até muito mais elevados que as modernas obras de origem, com sistemas padronizados e acessos fáceis. Estamos a falar dum quartel, que se supõe funcional, com garagens, estacionamentos, parada, ginásio, celas, gabinetes, recepção, etc, etc. São muitas adaptações.
Se somarmos a isto a aquisição do imóvel, dá para ver que a solução nunca será mais barata, e duvido que, em termos funcionais possa ser melhor. É uma solução, mas nunca "melhor e mais barata"!!!


19.NOV.08 - O MIRANTE
Socialistas de Alcanena exigem esclarecimentos sobre Quartel da GNR
(...)
Fernanda Asseiceira considera que as actuais condições do quartel da GNR de Alcanena, “são degradantes e sem dignidade” para garantir adequada e eficazmente a segurança no concelho de Alcanena e acrescenta que “em quase 10 anos”, data em que foi assinado protocolo entre a Câmara Municipal de Alcanena e o MAI que consagra que a Câmara cede o terreno e o MAI elabora projecto e constrói o Quartel “nada foi concretizado” mas que agora foi considerado pelo actual Governo Socialista que o novo Quartel da GNR de Alcanena é uma das intervenções consideradas prioritárias.
(...) Ler mais "O MIRANTE"

2 comentários:

andré frankenstein disse...

O Quê?
Estes marretas não sabem o que querem. Hoje dizem uma coisa, amanhã outra e não fazem nada que se veja.
- Estamos entregues á bicharada.´
Estes ica's são piores que o holocausto.

Anónimo disse...

Bom post e impecáveis montagens futuristas. Parabéns