
“Senti um carro muito próximo de mim mas, como estávamos na hora da entrada, pensei que era um carro dos pais a deixar os miúdos e não liguei”, testemunhou a O MIRANTE. A professora conta que tudo aconteceu em segundos e só quando se levantou do chão e apanhou o chapéu de chuva é que reparou que não tinha a mala. “Quando vi um carro preto a circular a grande velocidade pensei logo: foi aquele malandro que me levou a mala”, conta, referindo que ficou sem 60 euros, quantia que estava destinada a uma compra que tinha programado fazer naquele dia. A carteira com os documentos acabou por aparecer no dia seguinte.
O caso de Adélia Capaz não foi único. Na segunda-feira, 19 de Janeiro, uma funcionária de uma fábrica de malhas saiu da empresa à hora de almoço, no chamado bairro do Carro Velho, para se deslocar ao centro de Minde, quando foi interceptada por um grupo de indivíduos que lhe levaram a mala. Como resistiu ao assalto acabou por ser agredida, tendo que ser levada para o hospital para receber assistência médica.

Também o presidente da Junta de Freguesia de Minde, António Augusto Fresco (ICA), se mostra preocupado com a situação. “As pessoa evitam sair de casa à noite”, atesta a O MIRANTE, frisando que os últimos assaltos aconteceram à luz do dia e por jovens deliquentes que “não são da vila”. A falta de policiamento é um dos problemas difíceis de combater na freguesia uma vez que, para o autarca, há cada vez menos efectivos por culpa das medidas levadas a cabo pelo Ministério da Admnistração Interna.
Segundo o comandante da GNR de Alcanena, sargento-ajudante Grilo, a viatura utilizada nos dois furtos já foi recuperada e encontra-se em Torres Novas. O responsável não quis adiantar mais pormenores sobre os suspeitos, encontrando-se os assaltos a ser investigados pelo Núcleo de Investigação Criminal.
Publicado no "O MIRANTE"
Sem comentários:
Enviar um comentário